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Segundo a ABSOLAR, o desenvolvimento do segmento fotovoltaico encontrará cenário positivo com a retomada dos leilões de energia

Avaliação da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR) indica que retomada dos leilões de energia beneficia o desenvolvimento do setor fotovoltaico brasileiro. A pandemia da Covid-19 foi responsável pelo cancelamento dos certames marcados para 2020. Tal suspensão foi realizada pelo Ministério de Minas e Energia (MME).

“A retomada dos leilões foi um pleito da ABSOLAR ao Ministério de Minas e Energia, por meio de Ofício enviado em 15 de abril de 2020, e de diversas interações com o ministério. É uma ótima notícia para o desenvolvimento do setor solar fotovoltaico, especialmente para o segmento de geração centralizada”, apontou a organização por meio de boletim.

O MME determinou, em 11 de janeiro, as diretrizes para execução dos Leilões de Compra de Energia Elétrica Proveniente de Novos Empreendimentos de Geração, que são chamados de Leilão de Energia Nova A-3 e A-4 de 2021. A expectativa é de que os certames ocorram em 25 de junho, englobando a fonte solar fotovoltaica.

De acordo com a Portaria n° 1, de 7 de janeiro de 2021, divulgada no Diário Oficial da União (DOU), serão negociados nos dois leilões Contratos de Comercialização de Energia no Ambiente Regulado (CCEARs) em diferentes modalidades: na modalidade por quantidade de energia elétrica, destinada a projetos eólicos e fotovoltaicos, com prazo de fornecimento de vinte anos; na modalidade por quantidade de energia elétrica voltada a projetos hidrelétricos, com prazo de suprimento de trinta anos; e na modalidade por disponibilidade de energia elétrica para projetos termelétricos a biomassa, com prazo de fornecimento de vinte anos.

O prazo de fornecimento para projetos solares fotovoltaicos, no leilão A-3, será entre 1º de janeiro de 2024 e 31 de dezembro de 2043, ao passo que o leilão A-4 contará com um período entre 1º de janeiro de 2025 e 31 de dezembro de 2044.

A pasta divulgou, em dezembro, as portarias Nº 435/2020 e 436/2020, aprovando para 2021 quatro leilões de energia nova e incluindo a energia solar fotovoltaica em todos.

Fonte: https://www.portalsolar.com.br/blog-solar/leiloes-de-energia-solar/segundo-a-absolar-o-desenvolvimento-do-segmento-fotovoltaico-encontrara-cenario-positivo-com-a-retomada-dos-leiloes-de-energia.html

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Energia Solar deve atrair 5 mil novas empresas ao mercado em 2021

A energia solar vive um momento único no Brasil. No último ano, mesmo em contexto de pandemia, a capacidade energética do setor cresceu cerca de 52% e hoje, a solar é vista como a principal fonte a encabeçar a retomada verde no país e a transição para uma economia 100% limpa e renovável, seguida da eólica, hidrelétrica e do gás natural.

A ascensão também se refletiu no ambiente corporativo: em 2020, surgiram cerca de 450 novas empresas do setor a cada mês. Neste ano, as estimativas são ainda mais otimistas, e a perspectiva é de que 5.400 companhias comecem suas operações no Brasil até dezembro, segundo mapeamento do Portal Solar, principal marketplace de energia solar fotovoltaica no país. O crescimento, segundo a empresa, corresponde a uma alta de 27% quando comparado ao volume total de empresas no segmento fotovoltaico no país, que hoje conta com 20 mil companhias.

O surgimento de novas empresas não é algo incomum no setor. Em uma pesquisa realizada em 2020, o Portal Solar concluiu que apenas 12,3% das empresas que atuam com energia solar fotovoltaica estão no mercado há mais de quatro anos, enquanto a maior parcela delas (41,2%) está no ramo há menos de um ano.

Mesmo com a média de abertura de empresas sendo considerada estável, a estatística ainda chama a atenção quando comparada às de anos anteriores. “Para se ter uma ideia, nos anos de 2016 e 2017, o índice de surgimento de novas organizações por mês não ultrapassava a marca de 250”, diz Rodolfo Meyer, presidente do Portal Solar.

O conhecimento técnico a respeito da energia solar fotovoltaica e os benefícios da geração de energia limpa no Brasil também serão propulsores para novos cadastros de empresas na plataforma da Portal Solar em 2021, segundo Meyer. “Percebemos que há um maior conhecimento sobre financiamentos e acesso de um público com rendas menores”, diz.

Mercado de trabalho em alta

Segundo a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR) o segmento atraiu mais de 13 bilhões de reais em investimentos em 2020, incluindo as grandes usinas e os sistemas de geração em telhados de pequenos terrenos comerciais e residenciais. O valor bilionário repercutiu na criação de mais de 86 mil novos postos de trabalho. Desde 2012, ano inicial em que a entidade passou a monitorar o setor, os investimentos acumulados são de 38 bilhões de reais.

De acordo com o levantamento do Portal Solar, somente no último ano, as empresas que atuam no segmento de geração solar distribuída, ou seja, projetos que não contemplam as grandes usinas, geraram aproximadamente 68 mil empregos no país, um acréscimo de 92% em relação ao acumulado de contratações realizadas entre 2012 e 2019. Na estatística entram distribuidores, revendedores, instaladores e projetistas, por exemplo.

A abertura de novas empresas também tem impacto direto na criação de postos de trabalho. Segundo Meyer, a alta taxa de desemprego motiva, cada vez mais, profissionais a abrirem empresas de energia solar e trabalharem de forma autônoma, como no caso de engenheiros elétricos.

Energia solar em ascensão

Segundo a ABSOLAR, houve um salto de 64% na potência operacional da energia solar fotovoltaica em 2020 em relação a 2019. O Brasil possui atualmente 7,5 gigawatts (GW), somando as usinas de grande porte e os pequenos projetos em telhados e fachadas de comércios e residências.

A tendência é mundial. Nos Estados Unidos, o ano de 2020 também veio junto de um recorde de potência de instalações solares. O país registrou 19 gigawatts a mais nas instalações solares residenciais, segundo a Wood Mackenzie e Solar Energy Industries Association (SEIA).

Na China, o anúncio de Xi Jinping sobre as metas de redução nas emissões de carbono também projetam bons cenários para a energia solar. Especialistas dizem que até 2025, o número de novas instalações fotovoltaicas deve atingir um recorde no país. Já na Europa, a Espanha tem despontado como país de destaque na geração de energia solar, perdendo apenas para a Alemanha. Em um ano, a eletricidade gerada por essa fonte no país cresceu 60%, segundo a rede administradora de energia do país.

Fonte: http://www.absolar.org.br/noticia/noticias-externas/energia-solar-deve-atrair-5-mil-novas-empresas-ao-mercado-em-2021.html

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Quantidade anual de módulos fotovoltaicos importados pelo mercado brasileiro registrou aumento de 16% em 2020

Em relação à quantidade registrada em 2019, o volume de módulos fotovoltaicos importados pelo mercado brasileiro cresceu em 16%, alcançando a marca de 4,76 GW em 2020, segundo estudo da Greener. O relatório indica que, em dezembro, o volume importado chegou a 383 MWp. “A flutuação no volume de módulos reflete as incertezas de um mercado desafiador no ano de 2020”, aponta a empresa.

A companhia indica que, durante 2020, houve uma redução de 24% nos valores dos módulos Mono Perc. Em contrapartida, percebe-se uma inclinação ao aumento de preços nos próximos meses, representando o desempenho do mercado global.

Durante 2020, o mercado exigiu um volume total de 4,89 GW de inversores, o que corresponde ao acréscimo de 41% quando comparado ao valor observado em 2019. Já em dezembro, o volume importado atingiu 723 MW. A fabricante diz que os inversores de pequeno porte, normalmente instalados em residências, e inversores de maior porte (> 50 kW), presentes em usinas maiores, protagonizaram o cenário do mês.

Segundo pesquisa atual realizada pela Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), mais de R$ 13 bilhões em investimentos foram conquistados pelo setor fotovoltaico brasileiro, abarcando usinas de grandes dimensões e sistemas de geração em pequenos terrenos, fachadas e telhados. Comparado aos investimentos recebidos desde 2012, os números demonstram um crescimento de 52%.

A ABSOLAR afirma que mais de 86 mil novos empregos, difundidos em todas as regiões do país, foram criados pelos investimentos realizados em 2020. Em tal ano, houve um crescimento de 62% das contratações em relação aos postos de trabalho acumulados no Brasil desde 2012. Considerando os valores calculados desde 2012, a fonte solar fotovoltaica foi responsável por mais de 224 mil empregos e mobilizou mais de R$ 38 milhões em empreendimentos.

Dentro da capacidade de geração elétrica renovável e limpa – somando os pequenos e médios sistemas instalados em fachadas, terrenos (geração distribuída) e telhados, e as usinas de grande porte (geração centralizada) –, o território brasileiro conta com 7,5 GW de potência operacional da fonte fotovoltaica. De acordo com a ABSOLAR, apesar das dificuldades enfrentadas no ano devido à pandemia, o Brasil saiu de 4,6 GW no fim de 2019, com um crescimento de 64%.

Fonte: https://www.portalsolar.com.br/blog-solar/energia-solar/quantidade-anual-de-modulos-fotovoltaicos-importados-pelo-mercado-brasileiro-registrou-aumento-de-16-em-2020.html

Dicas de ferramentas para o Home Office

Com o início do isolamento social, pessoas de todo o mundo passaram a trabalhar completamente à distância pela primeira vez. Mais do que nunca, a comunicação e a colaboração são fundamentais.


Nós do BanConectado já nascemos CONECTADOS e trabalhar a distância, faz parte da nossa rotina. Nossos colaboradores de diversas regiões do Brasil, trabalham de suas casas (home office) ou em escritórios compartilhados (coworking) e queremos compartilhar algumas dicas valiosas, quem podem ajudar você também!

Trello

Trello é uma popular plataforma de gerenciamento e organizações de tarefas, individuais em equipe. Seu funcionamento básico consiste em quadros, incluindo objetivos, que são distribuídos entre colunas. Possui muitas opções de customização e pode se adaptar conforme as demandas de cada usuário.

Uma das formas mais comuns de organização do Trello é através de etapas e prazos. A ferramenta é gratuita e permite incluir informações sobre prazo de entrega, objetivos e qual pessoa está responsável por cada uma das partes do projeto.

Google Drive

Reúne um conjunto de ferramentas simples e intuitivas de Google, todas as pessoas da sua equipe pode trabalhar on line garantindo o respaldo dos dados.

Slack

O Slack é voltado para a comunicação empresarial sem a cara de reuniões formais, com inspiração em um escritório virtual. Ele permite conversas entre duas pessoas ou em grupo, além de permitir janelas privadas entre membros de um mesmo grupo.

Esta é uma boa plataforma para trabalhadores remotos que sentem falta da interação com colegas, sem deixar a produtividade diminuir.

Zoom

O Zoom, é uma ferramenta de videoconferência que possibilita fazer reuniões por vídeo entre duas pessoas ou com 500 participantes. Também é possível compartilhar arquivos, textos e apresentações pelo bate-papo.Com o avanço do surto de coronavírus no mundo, o Eric Yuan, CEO da companhia, anunciou a suspensão do limite de tempo para videochamadas na plataforma nas versões gratuitas.

Dropbox

Extremamente popular, o Dropbox permite o compartilhamento de arquivos em nuvem quando o e-mail não é suficiente. O compartilhamento de pastas permite que arquivos sejam sincronizados e trabalhados em colaboração.

A versão gratuita do Dropbox permite um limite de compartilhamento de até 2 GB, além de integração com computador e versões mobile. Há planos pagos com maior limite de armazenamento e planos empresariais.

LastPass

Com tantas senhas para contas em sites, nuvem e apps, esse serviço é muito bem-vindo. O LastPass armazena todas as credenciais em um único lugar, deixando-as acessíveis para toda a equipe. Algo muito útil para quem está começando em uma empresa.

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Comércio eletrônico garantindo o abastecimento das cidades durante a pandemia do Coronavírus

Desde o surto do COVID-19 a China está com suas ruas vazias e shoppings desertos. Foi uma prévia do que chegaria na Europa e até mesmo no Brasil. Além da forte disseminação de informações sobre sintomas, prevenção, contágio e tratamento, há uma forte discussão (via internet) sobre como comprar suprimentos, como utilizar serviços médicos e como as pessoas ganharão dinheiro. Vale a pena lembrar Alibaba e JD.com cresceram significativamente com a crise da SARS em 2002 e 2003. Anos depois os grandes chineses tem tecnologia e estrutura.

Ainda bem que o surto não iniciou no Brasil, pois mesmo com todos os aprendizados da China, ainda sim sofreremos. Mas se há uma forma de superar as perturbações sociais e comerciais da pandemia é a tecnologia digital, especialmente o comércio eletrônico. Está claro que o varejo sofrerá com os as restrições, inclusive o varejo eletrônico, com exceção dos itens relacionados a saúde, higiene e limpeza. De acordo com estudo da Ebit|Nielsen, observou-se forte queda (20%) nas vendas de fevereiro para todas as categorias, em comparação a janeiro.

Na China, o bloqueio (lockdown usado pela mídia internacional) gerou pânico na população e desencadeou o esvaziamento das prateleiras dos supermercados e muita aglomeração de gente! Porém em questão de poucos dias os suprimentos começaram a fluir e um ajuste no supply-chain foi suficiente para manter a população abastecida. As entregas tem mantido as cidades abastecidas evitando que a população tenha que sair de casa para comprar itens básicos. Da mesma forma que o Brasil, só que com uma logística inferior à da China.

Boas notícias

Diagnóstico rápido

A startup curitibana Hilab, que desenvolveu um dispositivo laboratorial que oferece exames remotos, em qualquer lugar, com o diagnóstico pronto em apenas alguns minutos, anunciou ter desenvolvido um teste rápido para o coronavírus, que apresenta resultado em aproximadamente 10 minutos.

Tratamento

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, compartilhou em seu Twitter neste sábado (21) um gráfico de um estudo que mostraria o sucesso do tratamento que combina hidroxicloroquina e azitromicina contra o novo coronavírus. A farmacêutica EMS, em parceria com o Hospital Albert Einstein, devem iniciar testes de medicamento para coronavírus no país. Os estudos clínicos atestarão a eficácia do medicamento hidroxicloroquina, no tratamento da covid-19. A farmacêutica produz esse remédio no país e é indicado para o tratamento de lúpus e malária.
O início dos testes depende da permissão da Comissão Nacional de Ética e Pesquisa (Conep), órgão ligado ao Conselho Nacional de Saúde.

Covid-commerce

Muitas empresas da indústria de alimentos estão diversificando atividades ou redirecionando orçamentos em resposta à crise. Até mesmo os supérfluos como moda e luxo inovaram na crise. Veja como China, E.U.A., Europa e Brasil responderam:

Catástrofe na Europa

  • A Europa está atrás do Brasil do quesito delivery, mesmo com grande empresas construindo suas próprias estruturas de entrega a demanda do consumidor é muito baixa para justificar grandes investimentos do mercado;
  • A infraestrutura de cidades antigas é muito precária para espaço e para movimentação de mercadorias e as leis trabalhistas européias impedem a formação de uma rede de entregadores autônomos para atender a um pico na demanda;
  • Com a atual paralisação nacional na Itália, transportadoras não conseguem entregar remessas às famílias dentro das cidades em quarentena; rapidamente, as empresas implementaram sistemas que verificam se uma entrega específica é possível ou não;
  • A Les Petits Joueurs, uma marca italiana de bolsas e sapatos de luxo, lançou um showroom virtual completo com opções de Realidade Aumentada (AR) para experimentar todos os produtos.

E.U.A. deixando a desejar

  • Embora os consumidores dos E.U.A. estejam mais do que prontos para comprar na Amazon com suas contas, cartões, endereços e carteiras virtuais, apenas 16% do total de vendas em 2019 foram pela internet – um número alcançado na China quatro anos antes;
  • Mantimentos e alimentos prontos para consumo continuam sendo categorias difíceis para o mundo digital, apesar dos esforços por parte do Walmart.com e da Amazon, que recentemente comprou a Whole Foods. Não é que a tecnologia seja inferior, os consumidores dos EUA têm sido muito mais lentos na transformação digital que os chineses;
  • Logística de última milha para supermercados ainda não atingiu os padrões vistos nas principais cidades da China. Mesmo no ramo de restaurantes, empresas como Uber Eats estão muito atrás da Meituan, Swiggy e Ele.me e muitos outros serviços similares na China.

China dando show

  • Nas principais cidades da China, mantimentos e outros itens comprados on-line são entregue em casa em até 20 minutos após a compra. A empresa Cainiao, por exemplo, gerencia o supply-chain de milhares de varejistas e cria um estoque unificado que liga o mundo online e offline, onde os varejistas podem estender sua rede de distribuição e se conectar em outros canais;
  • Para evitar circular em locais com alto risco de contágio os consumidores migraram para o e-commerce com prazos de entrega mais longos;
  • Super Apps estão facilitando que pequenos varejistas vendam qualquer tipo de produto na internet, oferecendo uma estrutura completa de pagamentos, logística e atendimento. 71% dos consumidores chineses realizam transações on-line, principalmente por meio de aplicativos para smartphones (80% das transações de comércio eletrônico);
  • Nas comunidades e bairros fechados que caracterizam Pequim, por exemplo, os residentes organizaram pequenos grupos de voluntários por meio de aplicativos de bate-papo em grupo para receber suprimentos no portão para toda a comunidade, encaixotá-los para cada casa e entregá-los às portas das pessoas;
  • A empresa Meituan Dianping relatou que as vendas de alimentos crus, como vegetais, carne e frutos do mar, triplicaram. A Ele.me, parte do Alibaba Group, também viu os pedidos de supermercado quase dobrarem e a JD afirmou que as vendas quase quadruplicaram;
  • Por conta da flexibilidade nas leis trabalhistas, hotéis, restaurantes e cinema estão compartilhando seus funcionários com empresas que precisavam de mão-de-obra para distribuição de encomendas, como a Hema (um supermercado online do Alibaba), Ele.me, Meituan e 7Fresh e de JD;
  • Uma das maiores empresa de roupas íntimas e lingerie da China, mudou seu foco para a venda no WeChat. Eles envolveram todos os funcionários criando um ranking de vendas. incluindo até o CEO.

Brasil entre erros e acertos

  • Diversos estados do Brasil estão expedindo ordens para fechar agências e operações dos Correios para conter a disseminação do coronavírus. Os Correios recorreram ao STF alegando que trata-se de um serviço essencial, mas as decisões e os impactos ainda são uma incógnita em tempos de incerteza como que vivemos atualmente;
  • As redes de supermercado que não vendem online nunca estiveram tão arrependidas. As transações em supermercados online sobem em 180% de acordo com levantamento da Associação Brasileira de Comércio Eletrônico (ABComm) e devem se manter em alta por muito tempo;
  • Um estudo da Ebit Nielsen aponta que a categoria álcool em gel chegou a representar 9% do faturamento total de Saúde no e-commerce no dia 16 deste mês. Tradicionalmente, o produto não chega a representar nem 1% das vendas online do setor;
  • Houve aumento no volume de compras online de produtos como termômetros (45%) e desinfetantes (14%). Juntas, as categorias obtiveram faturamento total de aproximadamente R$ 1,6 milhão. Fraldas (26%), papinhas (51%) e lenços umedecidos (10%) também tiveram destaque no crescimento das vendas em fevereiro na comparação com janeiro, segundo a Ebit|Nielsen;
  • Em alimentos, por sua vez, houve um aumento de 10% nas compras online de comidas enlatadas e em conserva – alcançando o valor total de R$ 1,5 milhão em fevereiro.

O os gigantes do e-commerce estão fazendo?

Amazon

Antes mesmo de um empregado de uma planta logística da Amazon ser diagnosticado com o novo coronavírus, a empresa já havia emitido um comunicado com todas as ações que a empresa estaria tomando para manter as entregas, a saúde de seus funcionários e clientes. A Amazon terá uma grande responsabilidade nesse período de bloqueios para garantir o suprimento de alimentos, medicamentos, higiene, sem contar o fluxo de outros produtos.

Shopify

A maior plataforma de e-commerce do mundo, a Shopify, está tomando medidas para apoiar os pequenos negócios nesse momento de crise. Foi criado um fundo de quase 1 bilhão de reais para apoiar pequenos negócios. Novas lojas terão 90 dias de teste grátis, no lugar de apenas 14. A ferramenta para vender gift cards está disponível em todos os planos para ajudar negócios locais. Funcionalidades de entregas locais, permitindo que pequenos comerciantes ofereçam entrega local em sua comunidade. E muito conteúdo online, toda semana uma programação de webinars para ajudar os pequenos negócios a enfrentar esse período, veja todo conteúdo neste link: www.shopify.com/covid19

Facebook

A Organização Mundial da Saúde recebeu acesso vitalício e gratuito ao espaço de propagandas pagas do Facebook. Com alto impacto para divulgar informações de prevenção, notícias e pronunciamentos oficiais, a OMS começou também a utilizar o recurso para combater Fake News. Com a atitude do Facebook, a agência foi capaz de reduzir os riscos de pânico e informações tendenciosas, através de um recurso tecnológico.

Google

O Google disponibilizou acesso sem custo para sua plataforma de videoconferência: Hangouts Meets. Com o acesso Enterprise disponibilizado gratuitamente, os usuários puderam iniciar chamadas de vídeo com até 250 participantes e realizar transmissões ao vivo com suporte para 100 mil espectadores.

iFood

O iFood, criou um fundo de R$ 50 milhões para restaurantes em meio à pandemia, com repasses mais curtos e outras medidas para incentivar a sua própria cadeia. Também criou outro fundo de R$ 1 milhão para os colaboradores em quarentena, além de iniciar testes de entregas sem contato.

O que estamos aprendendo com a crise?

  • Quem já estava preparado se beneficiou, pois terá um impacto negativo menor do que as empresas que perderam seu único canal de vendas. Com uma loja virtual ativa foi possível direcionar seus clientes para o outro canal;
  • O Brasil ainda tem poucas cidades com uma estrutura de entregas locais eficiente e digitalmente conectada, o que prejudicou a operação de lojas virtuais que dependem somente dos Correios para entregar suas mercadorias;
  • O comércio eletrônico está presente em nossas vidas há décadas, mas a grande maioria dos varejistas que foram prejudicados com o lockdown não possuem uma loja virtual para continuar atendendo seus clientes; Muitos restaurantes, por terem uma operação mais simples, começaram a vender através dos aplicativos e através das redes sociais, trazendo conveniência para seus clientes fiéis;
  • É durante pandemia ou uma crise econômica profunda que a criatividade gera novos negócios, novas ideias e novas maneiras de pensar. Os governos perceberam as vantagens de um sistema logístico integrado a uma rede de comércio eletrônico para abastecer a população e casos de emergência;
  • O comércio eletrônico é a única alternativa.

O COVID-19 é um alerta. Está claro que para superar situações críticas com mais facilidade será necessário acelerar a transformação digital das economias e melhorar a estrutura logística.

Fontes:

https://hbr.org/2020/03/delivery-technology-is-keeping-chinese-cities-afloat-through-coronavirus

Seven Chinese ecommerce companies you should know about (other than Alibaba and JD.com)

https://www.scmp.com/tech/apps-social/article/3049520/some-chinese-tech-companies-see-surge-customers-amid-coronavirus

http://blog.aaainovacao.com.br/empresas-ajuda-surto-do-coronavirus/https://noticias.r7.com/saude/coronavirus-trump-divulga-estudo-que-mostra-sucesso-de-tratamento-21032020https://valor.globo.com/empresas/noticia/2020/03/20/ems-inicia-testes-de-medicamento-para-o-tratamento-da-covid-19.ghtml

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Ciência de Dados no combate ao COVID-19

Quem são as pessoas que estão trabalhando no combate ao COVID-19? Se engana quem acredita que só há cientistas trabalhando na área da saúde.

A ciência de dados extrai informações, gera novas ideias e faz previsões utilizando-se de métodos científicos, processos, algoritmos e sistemas a partir de dados estruturados (organizados) ou não estruturados (mensagens, imagens, etc). A seguir, vou apresentar apenas 3 exemplos dentre centenas de grupos mobilizados no mundo todo, utilizando a ciência de dados para amenizar os impactos na sociedade, na economia e principalmente na saúde:

Cientista de Dados alerta

Tomas Pueyo é um engenheiro que escreveu um artigo com milhões de visualizações. Ele não é um epidemiologista, mas não significa que sua análise de dados seja falha. A análise de Pueyo exemplifica o que passou a ser conhecido como a estratégia de “achatar a curva”. O ponto principal da análise é que o COVID-19 é uma pandemia agora, portanto não pode ser eliminado, mas pode ter seu impacto reduzido. Deve-se buscar o mínimo possível de pessoas infectadas ao mesmo tempo, alongando o período de infectados e dando vazão aos sistemas de saúde de todo o mundo.

https://medium.com/tomas-pueyo/coronavirus-por-que-devemos-agir-j%C3%A1-5eaa5d337af5

Previsões da Loft

O time de Data Science (Ciência de Dados) da Loft (startup brasileira de compra e venda apartamentos) fez um estudo para prever cenários da pandemia no Brasil. A fim de entender como o COVID-19 vai se espalhar pelo Brasil para tomarem decisões negócio e também conscientizar a comunidade, o time da Loft publicou seu estudo que projeta o pico na segunda semana do mês de abril.

https://docs.google.com/document/d/1ZDxOrn9ZljIzrfAnUiDjjLR28ORrvn6tHi2q3ig6WKc/mobilebasic

Business Intelligence em prol da humanidade

Um dos principais softwares de Business Intelligence e análise de dados do mundo, o Tableau, lançou uma página especial para que empresas de todo o mundo possam utilizar os dados sobre a pandemia dentro do seu negócio. É possível cruzar dados internos com o avanço do coronavírus em várias regiões do mundo. Várias empresas e instituições já estão disponibilizando suas análises publicamente através da plataforma Tableau.

https://public.tableau.com/profile/covid.19.data.resource.hub#!/vizhome/COVID-19Cases_15840488375320/COVID-19Cases

Dados públicos

Graças à internet, algumas instituições e profissionais independentes estão disponibilizando dados (atualizados) sobre casos, genoma e descobertas científicas, veja as principais fontes de dados que estão sendo usadas para realizar as previsões:

Organização Mundial da Saúde

A OMS está reunindo as mais recentes descobertas e conhecimentos científicos sobre a doença por coronavírus (COVID-19) e compilando-os em um banco de dados. Estão atualizando o banco de dados diariamente a partir de pesquisas bibliográficas, dados em jornais do mundo todo e em outros artigos científicos relevantes. Novas pesquisas serão adicionadas regularmente.
Banco de dados global de descobertas científicas sobre COVID-19

Johns Hopkins

A Universidade Johns Hopkins está rastreando a disseminação da COVID-19 em tempo real, através de um painel interativo com dados disponíveis para download. Também estão criando modelos da propagação do vírus. Os resultados preliminares do estudo são discutidos em nosso blog.
Acesse o repositório de pesquisa de dados COVID-19

NextStrain

O projeto tem como objetivo fornecer uma visão em tempo real das populações contaminadas por doenças e fornecer visualizações de dados interativas aos virologistas, epidemiologistas, funcionários de saúde pública e cientistas cidadãos de todo o mundo.
O conjunto de dados você encontra no no Github para o novo coronavírus COVID-19